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Espaço de Expressão
FACETI (1)
Fonte de tão bons momentos
Acendendo luzes de esperança
Concretizando nossos sonhos e desejos
Ensinando mais vida, mais sabor
Trazendo-nos a cada novo dia
Importantes lições – com bom humor!
Maria Antonia Fincato de Oliveira
02/10/2003
Primavera
Flores…cores…amores…
Flores de anil cores
Borboletas, beija-flores
Perfumes e odores
Primavera, anil amores
Dirce Brugnerotto Batagim
02/10/2003
Canto
A graça de sermos gente
Queremos te agradecer
E bons amigos de todos
Prometemos sempre ser
Precisamos de pessoas amigas
Que elas nos façam crescer
E nos ajudem na vida
A trabalhar e vencer
O amor que tenho
A elas eu quero passar
Crescendo como crianças
A Jesus eu quero ajudar
Genoveva Brugnerotto Angelini
02/10/2003
RAP
O envelhecimento não é sinônimo de doença.
Olhe para nós!
Por que?
Maus hábitos nutricionais
A velhice e a enfermidade andam juntas
Não é verdadeiro
Os velhos se sentem miseráveis e a melhor de adaptação é o isolamento social
FACETI
Os anciãos não são produtivos
Quem falou tal tolice?
As pessoas idosas não são criativas e não têm capacidade de aprender
Temos muita capacidade
O sexo não é prazeroso?
Claro que é, agora é melhor!
Os idosos são teimosos?
Isto pode ser verdade, mas depende de muitos fatores.
Então…
Abaixo as crenças populares!
Dora de Lione Soraggi
Iracy Giovanetti Valdmann
Zilce Pazzianotto Pinto Maschietto
Alcinda M. P. Coelho da Silva.
Therezinha Barbosa Val
25/09/2003
Para você (Frei Augusto)
Nunca pensei que fosse tão difícil
Escrever versos para um amigo
Mas confesso que tentei, e agora
Resolvi desistir, pois não consigo.
Eu tenho tanta coisa a lhe falar
Mas as palavras não vêm, e eu não sei
Se rasgo tudo e para de uma vez
Ou se termino o que comecei.
Eu fiquei tanto tempo a procurar
Mas as rimas fugira, e eu fiquei
Com estes pobres versos, sem saber
Como terminar o que iniciei.
E como não adianta esperar
E a verdade é o que tem valor
Eu resolvi parar e vou fazer
Rimando amigo com a palavra amor.
Marilena Amaral Toledo Andriotti
27/10/1976
Falando com Deus
Já se faz tarde Senhor e meus olhos querem se fechar, dormir e descansar.
Enquanto eu durmo, eu sei que Tu velas por mim.
Cuida dos meus sonhos que confusos estão, e que ao acordar embora eu me lembre, não consigo explicar.
Nesta noite entrego em tuas mãos Senhor, todo o meu cansaço, fraquezas, indecisões, medos, inseguranças e murmurações.
Eu sei meu Rei e Senhor quem em Ti confia, nada teme.
Oh! Senhor, vela por mim, segundo a Tua misericórdia, porque nada sou diante de Ti.
Me sinto pequena e às vezes eu nem me conheço.
Espero Senhor que eu esteja cumprindo o que reservaste para mim aqui na Terra.
Me ajuda a fazer bem as poucas coisas que faço para Ti.
Quando meu corpo morrer, cuida Senhor, para que minha alma ao estar diante de Ti não morra por causa dos meus pecados.
Dá-me Senhor a Graça de Ti contemplar em todo o Teu esplendor.
Eu sei que sou pequena, mas confio plenamente em Tua misericórdia.
Boa noite, Senhor
Até amanhã, se for da Tua vontade.
Carolina
Carolina Quagliato Cancian
30/11/2001
FACETI (2)
Faculdade da 3ª idade?
A notícia nos deu muita alegria
Continuar nossa vida de estudante
Era uma esperança há muito acalentada
Trabalhos, entusiasmo, novas amizades
Iniciamos uma jornada de realizações e muita felicidade
Maria Amália Camargo Annicchino
07/10/2003
Memórias dos meus avós italianos
Essa minha narrativa é uma história verídica...
Meus avós eram italianos, do norte da Itália. Etore Turolla, meu avô, era um dos três filhos de meu bisavô Benedito Turolla, filho de um engenheiro de construção de pontes. No norte da Itália há uma cidade chamada Rovigo, às margens do Rio Pó, um rio caudaloso que atravessa a cidade, passando pela província de Botigre, cidade natal do meu avô. Pai e filho sendo engenheiros, foram convidados a construir a ponte sobre esse rio. Essa ponte, por ser uma obra grande, levou muito tempo para ser construída. A construção ficou magnífica e, por ter ficado tão boa, meu bisavô, Benedito Turolla recebeu uma comenda de Cavaleiro de Honra do então Imperador Umberto I. Esses títulos eram dados às pessoas com grande capacidade, sendo que recebiam junto com o título, propriedades. A propriedade recebida foi um castelo que passou a chamar-se Palácio Turolla. Essas propriedades eram herdadas pelos filhos legítimos. Meu avô tinha mais dois irmãos, sendo ele o mais novo. Os italianos de antigamente tinham um costume bem estranho. Deixavam as propriedades e os títulos para o filho mais velho. Neste caso só o filho mais velho recebeu tudo, deixando os outros magoados. Quando meu avô soube da verdade, ficou muito aborrecido, indo falar com o pai, uma vez que tinha ajudado a construir a ponte sobre o Rio Pó. A resposta dada foi que ele não precisava de propriedades e títulos, pois tinha uma esposa rica, e dinheiro é que não iria faltar. Meu avô ficou muito abalado com a resposta, pois queria o título para se igualar com a família da esposa. Essa desigualdade levou meu avô a fazer coisas erradas, das quais se arrependeria pelo resto da vida. Conversando com amigos, ficou sabendo que numa terra distante chamada Brasil o Imperador D. Pedro II tinha baixado um decreto doando terras a todos os imigrantes que quisessem ficar para trabalhar. Meu avô era casado com uma jovem de vinte e cinco anos chamada Maria Fantinati. Era filha única e mais três irmãos homens. Seus pais eram de Udine, província de Rovigo. Sendo eles de classe média alta, moravam numa casa alta de três andares, e no verão habitavam a parte térrea, preparando alimentos para o inverno. Minha mãe sempre me contava que tinham plantação de castanhas, oliveiras e legumes. Dizia que ela e a mãe preparavam doces de castanha e outras coisas para o inverno. Chegando inverno, subiam para o terceiro andar e lá faziam tricô, meias e blusas para os irmãos e para o pai. Quando meu avô contou a ela a decisão de vir para a América, chorou muito, pois tinha duas filhas menores, Zilda e Beatriz. Mas, meu bisavô disse a ela que toda mulher que se casa deve acompanhar o marido. Embarcaram em Bolonha e vieram como imigrantes. Dizia que durante três meses só viu céu e mar; sempre triste por ter deixado para trás sua pátria querida e que nunca mais iria ver. Minha avó Maria era uma senhora muito boa, de aparência muito branca, a pele parecia um cetim e os olhos azuis, sempre tristes. Sempre contando a vida dela junto à mãe e os irmãos. Eu a conheci muito bem, pois ficava sempre junto dela, ouvindo suas histórias. Toda tarde, quando chegava da escola, corria para a casa dela, para escutar suas histórias. Ela ficava sentada numa cadeira, com os pés em cima de uma almofada, as mãos cruzadas e sempre enrolando alguma coisa; era lá que fazia tricô. Eu ficava sentada aos seus pés, bem quieta, escutando tudo, pois ela não falava muito bem o português. Certo dia ela contou que conhecia Venesa, uma cidade muito bela. Cidade das gôndolas, dos palácios dos Dodges, da Piaza de São Marcos, que ela nunca mais iria ver! Chegando ao Brasil, vieram apara São Paulo e ficaram num albergue para imigrantes, esperando um lugar para eles. De São Paulo, vieram apara uma fazenda de plantação de café em São Carlos do Pinhal. Ficaram algum tempo nessa fazenda, e vieram para Capivari, morando algum tempo aqui. Começou a trabalhar como marceneiro, fazendo móveis muito bonitos. Mais tarde, ficou sabendo que numa cidade perto de Capivari estavam montando um engenho de açúcar. Mudou-se para lá com a família para lá. A cidade era Rafard, porém, foi morar numa fazenda chamada Maneco Anselmo, bem distante de Rafard. Meu avô não era agricultor, e não se acostumou com essa vida, sofrendo muito, muito diferente daquela vida que estava acostumado. Não conseguia trabalhar com a enxada. Minha avó tinha que lavar roupa no rio. Uma vida muito difícil! Foram nascendo os filhos, ao todo oito. Um tempo depois, vieram morar em Rafard, indo ele trabalhar na usina da Société Sucrerie Brésilene. Meu avô nunca esqueceu sua pátria. Sentia saudade, tinha vontade de voltar, mas o orgulho era mais forte e foi ficando. Em Rafard nasceram mais filhos, sendo que um morreu na juventude. Minha avó sempre falava nesse filho. Quando vieram para a América, falavam que aqui era um paraíso de flores, mas foram espinhos que encontraram. Minha avó era uma pessoa muito fechada, não sei se era orgulho ou tristeza pela perda da pátria amada. Eu a conheci muito bem, pois ficava muito tempo perto dela. Era uma senhora muito delicada e muito boa. Não conheci meu avô. Morreu antes de eu entender muita coisa. Tenho a impressão que ele não se acostumou por aqui. Nunca conseguiu fazer grandes coisas. A família foi pobre, porém, honesta e de muita classe. Segundo uma tia minha, ele foi ficando muito triste e a tristeza transformou-se em enfermidade que o levou à morte. Chegou a ser levado para São Paulo e ser internado para tratamento, com ajuda de um diretor da usina. Segundo meu tio Jordão, foi a última vez que viu o pai, dando adeus pela janela do trem. Quando minha avó ficou sozinha, com oito filhos menores e os irmãos na Itália, sabendo do ocorrido, escreveram cartas e mais cartas pedindo para que ela voltasse para a Itália, mas ela não atendeu aos pedidos. Lá ela poderia usufruir da herança familiar. Decidiu ficar por aqui mesmo, achando que seria difícil voltar com oito crianças. O clima no norte da Itália e muito frio e não temos agasalhos suficientes, dizia ela. Aqui seria mais fácil criar os filhos. Com a sua recusa, os irmãos resolveram enviar a herança que lhe pertencia; enviavam todos os meses a importância em liras. Como não falava bem o português pediu aos diretores da usina que trocassem o dinheiro, e assim foi feito. Quando os irmãos mandavam o dinheiro, vinha uma carta informando a importância, mas sempre chegava menos, e, até hoje ninguém sabe por quê. Meu tio Gim, que escrevia e falava italiano, comunicava-se sempre com os parentes da Itália. Minha avó dizia quem também tinha parentes franceses. Meu tio Jordão, nessa época tinha vontade de ajudar, mas era muito pequeno para fazer alguma coisa. A herança foi-se acabando e os filhos precisaram trabalhar no engenho. Havia herança também da parte do meu avô, inclusive o Palácio Turolla, mas até agora não recebemos nada. Quando estourou a segunda guerra mundial o Palácio Turolla foi parcialmente destruído e nossos parentes da Itália perderam quase tudo. Chegou a hora de nós ajudarmos. Pediam alimentos e dinheiro. Todos os parentes que estavam com a vida melhor financeiramente mandavam o que estava ao alcance de cada um. Minha avó e duas filhas também italianas sofreram muita discriminação aqui. Só podiam viajar portando o “salvo conduto”, documento que dava autorização para viajar. Tinha dificuldades para sair de casa. Nem ouvir rádio, podia. Foi uma época de muito sofrimento para nós no Brasil e muito mais para os da Itália. Lembro-me da minha avó chorando pelos irmãos. Eu tinha dez anos e lembro-me muito bem. Próximo de nossa casa morava um senhor chamado Amélio Fedrigh também italiano. Ouvia escondido, pelo rádio, as notícias e vinha contá-las. Assim foi, até que a guerra acabou e até que minha avó faleceu. Quando a Itália foi reconstruída, recebemos notícias novamente dos nossos parentes, dentre eles alguns já falecidos. Mais tarde, um parente nosso, padre, foi chamado ao Vaticano e foi visitar o Palácio Turolla. Chegando lá foi muito bem recebido por uma sobrinha do meu avô Etore, filha de um de seus irmãos. Morava no palácio com os filhos e herdeiros. Contou-nos que o palácio era muito grande e muito bonito, mas pelas dificuldades, ela alugava uma ala inteira para jovens estudantes. Essa tia, como nós a chamamos de Tina sempre escrevia ou telefonava para meu sobrinho Paulinho Turolla, convidando-nos para irmos conhecer o castelo. Até hoje não foi possível. Quem sabe, um dia, talvez? Se Deus nos permitir, iremos conhecer o Palácio Turolla.
Olga Ricomini Pagotto
1998
Origem das Espécies
Epicuro – Filósofo Grego – (341-270 a.C.) é ateniense, passou sua infância na Ilha de Samos, filho de um Mestre escola, e Mestre escola também ele.
Escreveu cerca de trezentos livros.
No poema épico de Lucrécio, Dererum Natura, era um filósofo epicurista, que viveu em Roma, cerca de duzentos e cinqüenta anos depois de Epicuro. Esse poema épico, far-nos-á entrar na fascinante procura de uma vida agradável. (ATARAXIA) ausência de paixão-um espírito sadio.
Expôs Epicuro a Teoria da Evolução das Espécies, dois mil anos antes de Charles Darwin.
Principiaram as espécies a adaptar-se ao seu ambiente e, assim, já pela coragem, já pela astúcia, lograram sobreviver. Nasceram outros seres, com visão mais apurada, a audição, o olfato ou os meios de locomoção que garantiram sua evolução.
O Homem protagonista dessa peça interessante sem enredo, foi aparecendo no cenário da vida selvagem, errou pelo mundo como outros animais, vivendo de ervas, frutas e dormindo nos campos rasos à noite.
Atacado por animais mais ferozes, aprende, depois de algum tempo, a procurar refúgio nas cavernas.
O ajuntamento de muitos Homens-feras numa caverna única para proteção mútua, trouxe consigo o desenvolvimento gradual da fala e os primeiros sentimentos rudimentares de amizade.
Descobriram o uso do metal e, desta maneira, conseguiram produzir melhores instrumentos para sua própria proteção e para matar os outros.
O grupo de uma caverna principiou a trocar bens e idéias com os de outra caverna e, assim, pouco a pouco, conheceram a arte da troca, do comercio, da navegação, da agricultura, da poesia, da música, da arquitetura, da política, da diplomacia, dos pleitos e da guerra.
A nossa civilização é um processo de evolução que capacita o homem a adaptar-se a um Mundo inóspito e sobreviver, por breve espaço de tempo, na eterna luta pela existência.
“NO MUNDO ATUAL, em que convivem com a fome e a corrida armamentista, a luta para sobreviver às doenças e a poluição que degradam o NOSSO PLANETA TERRA”.
Clodoveu Sproesser
02/10/2003
Copyright © por FACETI Todos os direitos reservados. Publicado em: 2003-10-13 (2402 lido) [ Voltar ] |
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