LIVROS:
E por falar em boa velhice
Anita Liberalesso Neri & Sueli Aparecida Freire (organizadoras).
Campinas, SP: Papirus, 2000, 135pp.
A boa qualidade de vida na velhice e na meia idade ganha cada vez mais espaço na mídia. É grande o apelo para que os idosos mantenham a boa forma com a ajuda da medicina, das indústrias de cosméticos e da moda, dos programas de turismo, de lazer e de educação. Diante de tudo isso, é possível detectar um empreendimento social, de proporções mundiais, que se organiza em torno da velhice. Em contrapartida, o Estado se esmera na divulgação da noção de velhice como problema um social e de saúde pública, como se fosse para mascarar sua histórica competência em gerir a seguridade social de pessoas de todas as idades.
Em meio ao mar de opções, dúvidas, esperanças e medos propiciados pela velhice, resta enfrentar o desafio de administrar recursos e potenciais em busca de um envelhecimento saudável e satisfatório. Ao abordar o assunto, este livro procura suas bases na psicologia e nas ciências sociais. A vida pessoal, a saúde, o envolvimento social, a educação, as relações entre gerações e o lugar do velho e da velhice na sociedade atual são os temas centrais. O tratamento dos tópicos é científico, mas seu tom mais leve traduz-se em textos curtos entremeados de exemplos práticos. O livro é dirigido a adultos e a idosos, a profissionais que a eles prestam serviços e a estudantes.
O que vale a pena...
A sabedoria de quem realmente tem algo a dizer.
Wendy Lustbader;
Tradução Juliana Geve Lacerda
São Paulo: Alegro, 2002, 259 pp.
Há dois tipos de pessoas – as que vivem com intensidade e as que simplesmente vão levando. As primeira são firmes consigo mesmas. Aproveitam as oportunidades. Nunca se sentem confortáveis por muito tempo. As últimas jogam com segurança Nunca se forçam. Um ano se emenda no outro, porque os anos são na verdade a mesma coisa.
Aos jovens eu digo, vivam com intensidade! Essa é a sua primeira e única vida, o único show em cartaz. Você não vai conseguir nenhum dos seus dias de volta. Viva como se um dia você fosse ficar velho, olhando para tudo que você fez. Tudo o que você não fez é que vai incomodá-lo.
A última grande lição
O sentido da vida
Mitch Albom;
Tradução de José J. Veiga "Prêmio Machado de Assis" da Academia Brasileira de Letras 192 pp.
Talvez tenha sido um avô, talvez um professor ou um amigo da família. Uma pessoa mais velha, paciente e sábia, que se interessou por nós e nos compreendeu, quando éramos jovens, inquietos e inseguros. Uma pessoa que nos fez olhar o mundo de uma perspectiva diferente e nos ajudou com seus conselhos a encontrar nossos caminhos.
Para Mitch Albom, essa pessoa foi Morrie Schwartz, seu professor na universidade.
Talvez, como Mitch, você tenha perdido o contato com seu grande amigo. Você seguiu pela vida, as lições foram se apagando e o mundo ficou opaco. Você não gostaria de reencontrar essa pessoa para tratar com ela das grandes questões que ainda lhe causam angústia, tal como faz em sua juventude?
Mitch Albom teve essa oportunidade vinte anos depois de deixar a universidade. Ele redescobriu Morrie nos últimos meses de vida do seu velho professor. Visitou-o durante quatorze terças-feiras, até a sua morte. Nesses encontros, trataram de temas fundamentais para a felicidade e a realização humana. Foi essa a última grande lição: um ensinamento sobre o sentido da vida.
Essas reflexões, transmitidas de forma simples e comovente, transformaram a vida do autor, que quis registrar sua preciosa experiência como uma dádiva de Morrie para o mundo.
Quem educa os idosos? Um estudo sobre professores de universidades da terceira idade.
Meire Cachioni
Alínea Editora: Campinas, 2003, 258pp.
O livro apresenta um minucioso estudo sobre o perfil profissional e educacional do corpo docente envolvido em experiências universitárias com a Terceira Idade. Ele inicia um processo de sistematização e acúmulo de conhecimentos sobre a temática da velhice que é de inestimável valor conjuntural e estrutural. Constitui uma valiosa e consistente investigação sobre Gerontologia Educacional, colocando os estudos sobre as populações que envelhecem como ponto de convergência científica. É justamente a partir desta, que (re) significa a problemática disciplinar da convergência como um conjunto, (nem sempre) integrado de abordagens. A discussão proposta ao longo do texto apresenta-se didática e o tratamento dos conceitos, categorias e autores atinge seu ponto mais alto no domínio do enfoque das tarefas evolutivas. Para analistas de abordagens metodológicas, esta investigação explicita suas preocupações com a representatividade, que rapidamente se resolvem no desenho do modelo de análise, cujo manejo mostra fidelidade ao método, nas decisões e nos procedimentos de pesquisa. Há um excelente exercício comparativo e este procedimento ganha brilho especial pela contextualização e interpretação das inferências e constatações. A análise multivariada aplicada ao trabalho sobre conhecimentos, crenças, percepções e motivos é mais um valioso aporte desta investigação.
Por que ler este livro?
Porque se trata de uma investigação que humaniza a relação ensino e convivência; porque mostra o impacto desta temática na universidade, que revê suas práticas e se resignifica na docência, na pesquisa de novos campos e na extensão como novos desenhos de sua ação; porque resgata a necessidade de abordagens temáticas mais integradas, para além do estritamente educacional; porque é um estudo que exibe solidez teórica, foi elaborado com competência técnica e possui um alto valor epistemológico.
Vintém de Cobre: meias confissões de Aninha
Cora Coralina
Global Editora: São Paulo, 1996, 236 pp.
A ora de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985), Cora Coralina, é um dos marcos recentes de nossa literatura. Nascida em Goiás, em 1889, Cora teve uma trajetória literária peculiar. Embora escrevesse desde moça, tinha 76 anos quando seu primeiro livro foi publicado, e quase 90 quando sua obra chegou às mãos de Carlos Drummond de Andrade – responsável por sua apresentação ao mercado nacional. Desde então, sua literatura vem conquistando crítica e público. Cora Coralina não se filiou a nenhuma corrente literária. Com um estilo pessoal, foi poeta e uma grande contadora de histórias e coisas de sua terra. O cotidiano, os causos, a velha G oiás, as inquietações humanas, são temas constantes em sua obra, considerada por vários autores um registro histórico-social do século 20.
Velhice e Sociedade
Anita Liberalesso Neri & Guita Grin Debert (organizadoras)
Papirus Editora: Campinas, 1999, 232 pp.
Atender aos desafios decorrentes das mudanças na estrutura etária do país – que envolve o crescimento da população idosa – implica múltiplas tarefas, dentre as quais a mais importante é assegurar a equidade na distribuição dos recursos e das oportunidades sociais. Este livro, fruto de trabalhos de investigação realizados em diferentes contextos, foi organizado com base em uma perspectiva de mudança que deverá conter ações políticas, científicas e educacionais, de maneira a favorecer o atendimento das necessidades dos membros mais frágeis da sociedade, entre os quais estão os idosos, e, simultaneamente de outros setores da população.
Em cada texto desta coletânea o tratamento dos conceitos velhice e sociedade recusa reducionismo biológico, físico, psicológico ou social e vê com desconfiança a pretensão de uma teoria unificadora da velhice.
FILMOGRAFIA:
A Balada de Narayama (1983)
O filme foi baseado na novela de Schichiro Fukazawa, escrito e dirigido por Shohei Iamamura e produzido por Jirotomoda. Venceu o Festival de Cannes em 1983.
Asas do desejo (1987)
Filme dirigido e produzido por Wim Wenders. Foi premiado com a Palma de Ouro de melhor direção no Festival de Cannes e considerado o melhor filme da 12a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Buena Vista Social Club (1999)
Filme de Wim Wenders produzido por Ulrich Felsberg e Deepak Nayar. As gravações e concertos em estúdio foram produzidos por Ry Cooder pela World Circuit.
Chuvas de verão (1978)
Um filme de Carlos Diegues.
Conduzindo Miss Daisy (1989)
Baseado na peça teatral de Alfred Uhry ganhou Oscar de melhor filme, melhor atriz (Jessica Tandy), melhor roteiro adaptado e melhor maquiagem em 1990, foi vencedor de três Globos de Ouro como melhor filme, melhor atriz e ator, e conquistou o prêmio Pulitzer.
Copacabana (2001)
Dirigido e produzido por Carla Camurati. O roteiro foi criado por Carla Camurati, Melanie Dimantas e Yoya Würsch.
Deuses e monstros (1998)
Filme de Bill Condon baseado na novela O pai de Frankestein de Christopher Bram, e produzido por Paul Colichman, Gregg Fienberg e Mark Harris.
Estamos todos bem (1990)
Filme de Giuseppe Tornatore.
Laços de Ternura (1993)
Filme de James L. Brooks, baseado no livro de Larry MacMurtry e vencedor de cinco Oscars.
Sonhos (1990)
Filme de Akira Kurosawa. Dirigido por Ishirô e Honda.
Copyright © por FACETI Todos os direitos reservados.